Fundamentos de linguagem Ex:1
Meu nome é Andresa, não sei bem dizer quem sou ou o que penso, sei dizer dos fragmentos passageiros de qualquer idéia que tenho. Sei, de base, que tenho 22 anos, falo fluentemente dois idiomas (Português e inglês), e suponho que enrolo em algumas subjetividades linguísticas estranhas quaisquer.
Já morei em muitos lugares e passei por tantos outros, já tive de me adaptar a viver com uma variedade de parentes por escolha e pela aventura de ser uma alma errante e curiosa qualquer. Acho que, a partir disso, acabei recebendo influências de muitas fontes, muitos lugares, culturas, pessoas. Acabei por absorver um pouco de tudo em minha volta e, como consequência, adquiri uma incerteza universal das coisas. Uma frase que levei para vida, de Alberto Caeiro (Fernando pessoa) é a que diz que "O único sentido íntimo das cousas é elas não terem sentido íntimo algum." Acho que tanto pensei de tudo que fiquei com preguiça, afinal, quanto mais se pensa mais se tem a pensar, e a conclusão é sempre incerta.
Sou uma pessoa silenciosa, como se fizesse do silêncio a minha ferramenta de comunicação predileta, ou talvez eu seja tímida o suficiente para que eu exploda a uma hora em forma de tinta sobre uma tela qualquer. Para dizer a verdade, não sei de onde surgiu, mas através do silêncio, também, encontrei formas de me fazer entendida. Acho que o mistério da linguagem não literal acabou me cativando.
Tenho lembranças de uma infância, de uma pureza que já existiu em mim, e que sinto falta. Desejo conseguir buscar no meu mais íntimo uma essência absoluta e clara, não só de mim, mas de tudo e todos que cruzam meu caminho, e, já como dizia Pessoa, "Tenho na vida o interesse de um decifrador de charadas."